
Eu me lembro de quando parei na frente do computador, no final de 2005, depois de me inscrever no Prouni, olhando as possibilidades de cursos. Me lembro que eu disse pra mim mesmo que iria tentar a melhor universidade, com a filosofia de ou você luta para ser o melhor ou você não não será nada. Então me lembro de olhar os cursos de uma universidade que todos apontavam como a melhor da região, e ficar entre dois cursos, o de Turismo e o de Administração. Vamos aos fatos:
Administração: Pra quem me conheceu naquele tempo, sabe que eu estava com um estado de espirito bem insensivel, e falando bem a verdade, se eu tivesse optado pela administração eu poderia estar entre os grandes, mesmo hoje, antes de me formar, ganhando muito dinheiro e com poder de influência, mas também não seria a pessoa a se importar com os outros, eu seria o tipico empresário que destruiria patrimônios históricos e transformaria aldeias de pescadores em petroquímicas, o que importava seria enriquecer e "ser feliz". Sim, mesmo hoje com essa idéia de sustentabilidade eu me daria bem, pois para quem não entendeu o mercado, sustentabilidade como é apresentada é apenas uma marca, uma maneira de ganhar dinheiro através do peso na consciência dos outros e se promover como um herói do mundo.
Turismo: A única coisa que me vinha a cabeça era gente, muitas pessoas e sorrisos, nada mais, mas era algo que me impressionava.
Eu demorei, marquei de primeira a administração (lembre-se, vivemos no capitalismo), mas dai me veio uma coisa em mente:
Eu vou passar a vida em um escritório, ser sucedido e não poder aproveitar realmente isso, e outra, eu me conheço, eu sou mais competitivo do que consciente. Então eu desmarquei e troquei, coloquei no turismo e me joguei. Na verdade, no início eu não escolhi o turismo por ser melhor, na verdade nem tinha em mente o que raios era o turismo, mas sim por não querer ser o que eu me tornaria a serviço do capital.
Acreditava e ainda acredito que a vida não é só correr atrás de grana, que não estamos aqui para ralar com os outros, nem passar a vida para realizar planos estúpidos como ganhar o primeiro milhão, ter o carro do ano ou "ser importante" ou famoso. O que realmente importa no meu modo de pensar é melhorar a vida de todos, ser feliz, o bom da vida não custa nada e não devemos perder tempo na vida com coisas que não sejam realmente importantes.
Confesso que por muito tempo penei, achei que tinha feito a escolha errada, mas hoje penso que fiz as escolhas certas. Somente quando você vê os olhos de alguém que "renasceu" com algo de bom que você ajudou a acontecer, é que você nota o quanto você pode fazer o bem para os outros e para si mesmo e quanto isso não te custa quase nada. O turismo me oportunizou isso e com certeza sou muito grato, tanto pelas oportunidades quanto pela escolha que eu fiz lá no fim de 2005.
Eu não ganhei um centavo com o tempo que eu já dediquei para ajudar a transformar a vida dos outros, mas em compensação vivenciei experiências que nunca mais esquecerei, conheci pessoas inacreditáveis e outras tantas que ficaram marcadas na minha memória, coisas que mesmo que tivesse todo o dinheiro do mundo, provavelmente não viveria.
Posso dizer que hoje sou um sonhador, acredito em um mundo onde as pessoas se ajudarão, levando em conta que todos crescerão e não apenas alguns poucos. Isso não é socialismo nem tão pouco comunismo, mas sim um mundo em que as pessoas podem desenvolver muito mais como um grupo, como uma comunidade de cooperação e solidariedade, realizando os objetivos da comunidade e os desejos de cada um dos indivíduos. Todos crescerão, todos irão desenvolver, mas cada um a seu tempo, com a sua identidade e características próprias. E sim, isso pode acontecer mesmo no capitalismo. As grandes corporações entenderam isto, mas que pena que foi de uma forma individualista.
Administração: Pra quem me conheceu naquele tempo, sabe que eu estava com um estado de espirito bem insensivel, e falando bem a verdade, se eu tivesse optado pela administração eu poderia estar entre os grandes, mesmo hoje, antes de me formar, ganhando muito dinheiro e com poder de influência, mas também não seria a pessoa a se importar com os outros, eu seria o tipico empresário que destruiria patrimônios históricos e transformaria aldeias de pescadores em petroquímicas, o que importava seria enriquecer e "ser feliz". Sim, mesmo hoje com essa idéia de sustentabilidade eu me daria bem, pois para quem não entendeu o mercado, sustentabilidade como é apresentada é apenas uma marca, uma maneira de ganhar dinheiro através do peso na consciência dos outros e se promover como um herói do mundo.
Turismo: A única coisa que me vinha a cabeça era gente, muitas pessoas e sorrisos, nada mais, mas era algo que me impressionava.
Eu demorei, marquei de primeira a administração (lembre-se, vivemos no capitalismo), mas dai me veio uma coisa em mente:
Eu vou passar a vida em um escritório, ser sucedido e não poder aproveitar realmente isso, e outra, eu me conheço, eu sou mais competitivo do que consciente. Então eu desmarquei e troquei, coloquei no turismo e me joguei. Na verdade, no início eu não escolhi o turismo por ser melhor, na verdade nem tinha em mente o que raios era o turismo, mas sim por não querer ser o que eu me tornaria a serviço do capital.
Acreditava e ainda acredito que a vida não é só correr atrás de grana, que não estamos aqui para ralar com os outros, nem passar a vida para realizar planos estúpidos como ganhar o primeiro milhão, ter o carro do ano ou "ser importante" ou famoso. O que realmente importa no meu modo de pensar é melhorar a vida de todos, ser feliz, o bom da vida não custa nada e não devemos perder tempo na vida com coisas que não sejam realmente importantes.
Confesso que por muito tempo penei, achei que tinha feito a escolha errada, mas hoje penso que fiz as escolhas certas. Somente quando você vê os olhos de alguém que "renasceu" com algo de bom que você ajudou a acontecer, é que você nota o quanto você pode fazer o bem para os outros e para si mesmo e quanto isso não te custa quase nada. O turismo me oportunizou isso e com certeza sou muito grato, tanto pelas oportunidades quanto pela escolha que eu fiz lá no fim de 2005.
Eu não ganhei um centavo com o tempo que eu já dediquei para ajudar a transformar a vida dos outros, mas em compensação vivenciei experiências que nunca mais esquecerei, conheci pessoas inacreditáveis e outras tantas que ficaram marcadas na minha memória, coisas que mesmo que tivesse todo o dinheiro do mundo, provavelmente não viveria.
Posso dizer que hoje sou um sonhador, acredito em um mundo onde as pessoas se ajudarão, levando em conta que todos crescerão e não apenas alguns poucos. Isso não é socialismo nem tão pouco comunismo, mas sim um mundo em que as pessoas podem desenvolver muito mais como um grupo, como uma comunidade de cooperação e solidariedade, realizando os objetivos da comunidade e os desejos de cada um dos indivíduos. Todos crescerão, todos irão desenvolver, mas cada um a seu tempo, com a sua identidade e características próprias. E sim, isso pode acontecer mesmo no capitalismo. As grandes corporações entenderam isto, mas que pena que foi de uma forma individualista.
O que nos torna o que somos são nossos atos e nossas escolhas, acredito no carater humano, na sinseridade e na entrega sem pedir nada de volta, acredito que possamos ser melhores do que somos, é preciso apenas escolher.
Um comentário:
sabe, nesse post eu me vi! tb me joguei no turismo sem saber oq era, e somente pensndo em trabalhar com pessoas. O que eu não sabia era o qndo o curso me abriria novos horizontes, não pro $ ou sucesso, mas pras coisas q realmente importam. O turismo diz respeito justamente a pessoas! não a serviços, destinos e viagens, mas sim a sonhos. e qndo se trabalha com sonhos, (seja de qm viaja, seja de qm vive no local) se trabalha com sorrisos (coisa q tu disse!)
Fico mtoooooooooooo feliz por ver q não sou a unica com essa visão e fico mais feliz ainda pq tb ter feito essa escolha!!
bjos
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